A saudades dói

A saudades dói

 

Noite serena

O belo luar

Ilumina o orvalho

Na folha a brilhar

 

Amanhece o dia

O pássaro a cantar

Melodia suave

Nos faz meditar

 

Na pessoa amada

Nas coisas belas

Nos dias felizes

Nas noites de estrelas

 

No amor, na vida

Numa grande amizade

De repente sem avisar

Chega doída a saudades

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Deus

Deus

 

Lá no infinito

Um Ser nos olha

Entre as nuvens

E nos chama

– Meu filho, estou aqui

Perto de ti

As estrelas

São os meus olhos

A brisa

É minha canção de ninar

O crepúsculo

É meu sorriso de amigo

O amanhecer

É minha mão a te acordar

Meu jeito

Meu jeito

 

Às vezes sinto o fracasso

Em tudo o que faço

Não sei o porquê!

Mas tudo passa

Como fumaça

Sei que devo viver

Amanhece o dia

Sinto alegria

Em plantar e colher

Tratar as galinhas

Que já não são minhas

– mas deveriam ser –

Assim a semana passa

Alegre ou sem graça

Eu fico ou eu vou

Portanto, assim sendo

Continuo vivendo

Sendo o que sou.

Amanheceu

Amanheceu

 

A noite chegava

Toda estrelada

Era o fim do dia!

 

As gotas de orvalho

Caindo do galho

Na noite fria!

 

Tudo era mudo

Da coruja o soluço

Era só o que se ouvia

 

O silêncio da noite

Como um açoite

Era só melancolia

 

O vento soprava

Assobiava… assobiava

E eu sofria

 

Tudo passou

A noite findou

Um raiozinho aparecia

 

O sol veio em algazarra

E o canto da cigarra

Alegrou o meu dia