Mãe, meu amor

Mãe, meu amor

 

Querida mãezinha

O que de mim seria

Não fosse o seu carinho

Toda noite todo dia

 

Mãe é caminho

Mãe é amor

Mãe é carinho

Na alegria e na dor

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Natureza

Natureza

 

Caminhando pelos campos

Pisando as folhas

O sol ardente

Faz bolhas

Nos pés da gente

 

Lindas flores!

Azuis borboletas.

A brisa que passa

Meu corpo abraça

Espalhando o perfume

Dos verdes campos

 

Pétalas rolando

Rio abaixo

E sob as pedras

Rouco coaxar do sapo

 

Vem a noite

Tudo se esfria

 

Ao raiar do dia

O sol aparece

Tudo se aquece

Tudo é poesia

Que seria?

Que seria?

 

Que seria da paz dos caminhos

Ao raiar da aurora suave

Se não fosse a tarefa dos ninhos

Se não fosse o concerto das aves

 

Que seria do sol ardente

Onde a brisa se torna mormaço

Se não fosse a sombra das árvores

E o frescor da neblina no espaço

 

Que seria deste pobre mundo

Se não existisse a luz do amor

Seria loucura. Um abismo profundo

Terra da vingança. Ninho do rancor

Estranhamente

Estranhamente

 

Havia um caminho

Num campo aberto

Todo coberto

de tons coloridos

Cor… cor..

 

Estranhamente me sentia

Inebriado de triste-alegria

Ao contemplar as nuvens

Pareciam penugens

Cores… cores…

Estranhamente para mim

Parecia um jardim

Jardim perfumado

E, ao meu lado

Flores… flores…

Estranhamente cantava o pássaro

Aliviando meu cansaço

Mas tua lembrança me maltratava

Meu coração magoado chorava

Dor… dor…

 

Como todo sonhador

Escondi no peito essa dor

Cantei chorosa melodia

Encontrei novamente a harmonia

Amor… amor…

João-Ninguém

João-Ninguém

 

O coitado do João

Caído no chão

Duro de frio

Todos que passam

Somente olham

Sem ter um arrepio

Quando se levanta

Com o pedaço de manta

Vai rastejando

Pra chegar onde

E o pobre coitado

Todo rasgado

Vai andando

 

Será que alguém

Desse João-Ninguém

Foi vizinho?

E o pobre vai

Seguindo o caminho

Sempre sozinho

Sem pão sem carinho

Porque é João-Ninguém

 

João de onde veio

Talvez do nosso meio

Sem quem tem o orientasse

Todo sujo, nojento

Passando o tempo

Vai envelhecendo

Aos poucos morrendo

 

Que importa a sua vida,

Para o mundo, que é bicho

Que se joga no lixo?

Por que socorrer?

Ele tem que morrer!

Todos dele fogem

Pois que morra hoje

 

Assim termina João

Deitado no chão.

Convicção

Convicção

 

Tudo passa

Tudo se vai

Na poeira da estrada

No pó do caminho

Eu, aqui sozinho

Fico a pensar

Se devo seguir

 

Parar não devo!

isso eu escrevo

 

Quero andar…

Andar é preciso

Caminhando e pensando

Porque não parar…

Onde parar..

 

Devo seguir

Até conseguir

Aquilo que quero

Ansiando espero

E assim vou vivendo

Aprendendo…

Como viver

Eu quero…

Eu quero…

 

E… de repente

Vi entre as nuvens

Estrelas… estrelas…

Grandes, pequenas, coloridas

Todas tão belas!

 

Eu quero

Que cada estrela

Seja um anjo

– um anjinho –

Protegendo sempre

O seu o meu caminho

 

Eu quero

Que o seu e o meu coração

Sejam fartos e sinceros

Para alcançar

O que você  quer

O que eu quero

 

E, em particular espero

Muito em breve, conseguir

Que em todo mundo, as crianças

Vivam a sorrir

Realizando  suas esperanças