Amor sem fim

Amor sem fim

 

O amor é lindo

Viver sorrindo

Como é bom o amor!

Tudo se esquece

Nada aborrece

Mesmo na dor

Sonho e mais sonho

Tudo risonho

– é bom amar! –

Amor a dois

É todo encanto

É flor do campo

A desabrochar

 

Viver juntinho

Dividindo carinho

Eternamente amar

 

Se todos vivessem

Um amor assim

Ele nunca teria fim

João-Ninguém

João-Ninguém

 

O coitado do João

Caído no chão

Duro de frio

Todos que passam

Somente olham

Sem ter um arrepio

Quando se levanta

Com o pedaço de manta

Vai rastejando

Pra chegar onde

E o pobre coitado

Todo rasgado

Vai andando

 

Será que alguém

Desse João-Ninguém

Foi vizinho?

E o pobre vai

Seguindo o caminho

Sempre sozinho

Sem pão sem carinho

Porque é João-Ninguém

 

João de onde veio

Talvez do nosso meio

Sem quem tem o orientasse

Todo sujo, nojento

Passando o tempo

Vai envelhecendo

Aos poucos morrendo

 

Que importa a sua vida,

Para o mundo, que é bicho

Que se joga no lixo?

Por que socorrer?

Ele tem que morrer!

Todos dele fogem

Pois que morra hoje

 

Assim termina João

Deitado no chão.

Trovas V

Trovas V

 

A felicidade é apenas

É uma visita apressada

Chega e de repente

Parte sem dizer nada

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Não te ofereço rosas

Porque têm espinho

Mas te ofereço amizade

Com muito amor e carinho

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Queria ser o vento

Para em teu ouvido dizer

Passou muito tempo

Sem meus olhos te ver

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Vejo-te em pensamento

A toda hora, a cada segundo

Ninguém segura o pensamento

Ele vai até o fim do mundo

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Jesus

Jesus

 

Descendo do espaço

Pelos degraus das nuvens

Um meigo Ser

Que ninguém vê

Diz com amor:

– Por favor!

Deixem a guerra

Por que na Terra

Não ouvem a minha voz?

Eu sou alguém

Que foi humano, também

Sofri desengano

Por todos vocês

-Por favor!

Troquem carinho e amor

E assim

A paz voltará

Sem fim

Mãe Querida

Mãe Querida

 

Mãe querida

És minha vida

És todo o meu ser

Com todo carinho

Ensinas o caminho

E me deixa escolher

Tudo perdoa

Não se magoa

Tudo é amor

Tudo esquece

Não se aborrece

Mesmo na dor

 

Mãe, és aquela

Que vê na estrela

Seu filho a brilhar

E mesmo triste

Nunca desiste

Do filho apoiar

 

Deste teu templo

Tu dás exemplo

De como viver

És sempre um guia

De noite, de dia

Ensinando a vencer