Alegre-tristonho

Alegre-tristonho

 

Quem sou

Adivinha

Vou dar uma pista

Nas coisas boas ou más

Estou na lista

 

Eu sou no amor

Uma ilusão

Que reanima

O doce coração

 

Nas coisas da vida

Às vezes sou bom

Em outros casos

Eu não sou não

 

Eu vou até as nuvens

Acaricio a lua a brilhar

Eu contos as estrelas

Danço no fundo do mar

 

Faço você alegre

– às vezes, tristonho –

Sabe quem sou?

Eu sou o sonho!

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Para Danilo II

Para Danilo II

 

Vidinha crespa

Flor do jardim

Filho do cravo e da rosa

Perfume do jasmim

 

Se eu pudesse

Ser como o pensamento

Estaria a seu lado

Neste momento

 

Emoção senti

No meu cantinho

Olhando para o céu

Vi a estrelinha

Falando com Deus

Cuidando de ti

Canção de ninar

Canção de ninar

 

Boa noite, amor

Sonhe com os anjinhos

Com muitas flores

Nos seus aventaizinhos

E que as nuvens

Brancas e fofinhas

Sejam a tua carinha

Iluminada por estrelinha

E cada estrela seja

Seja um olhinho

De doce anjo

Velando o teu soninho

A saudades dói

A saudades dói

 

Noite serena

O belo luar

Ilumina o orvalho

Na folha a brilhar

 

Amanhece o dia

O pássaro a cantar

Melodia suave

Nos faz meditar

 

Na pessoa amada

Nas coisas belas

Nos dias felizes

Nas noites de estrelas

 

No amor, na vida

Numa grande amizade

De repente sem avisar

Chega doída a saudades

Meu amor

Meu amor

 

Sorrindo, cantando

A vida levando

E sempre lembrando

Que assim deve ser

Pois quem dá alegria

Espalha harmonia

E ensina a viver

 

Na noite tão bela

admirando a estrela

No céu a brilhar

Vejo o vaga-lume

Sentindo o perfume

Das flores ao luar

 

Quem dera agora

Ver sem demora

O meu amor

Daria:

A luz do vaga-lume

Da flor o perfume

Do sorriso o ardor.

Deus

Deus

 

Lá no infinito

Um Ser nos olha

Entre as nuvens

E nos chama

– Meu filho, estou aqui

Perto de ti

As estrelas

São os meus olhos

A brisa

É minha canção de ninar

O crepúsculo

É meu sorriso de amigo

O amanhecer

É minha mão a te acordar

“de mentirinha”

“de mentirinha”

 

Triste em meu canto

Enxugando meu pranto

Eu encontrei você

Estava feliz

Consolando me diz:

 

– Veja no céu,

querida maninha,

muitas estrelas

grandes… pequenas

nem suas, nem minhas

 

– Dar-te-ia todas

se pudesse pegá-las

estão tão altas

não posso alcançá-las

 

Fechamos os olhos

Fingindo voar

Chegamos até lá

Prometendo voltar já

 

E no avião

Da imaginação

Voltamos depressa

Com estrelas na mão

 

Depois resolvemos

Libertar todinhas

Como é belo sonhar

“de mentirinha”