Você e eu

Você e eu

 

Vento que vai

Vento que vem

Quando é suave

Como faz bem

 

Vento traz chuva

Vento traz frio

A chuva cai

Enche o rio

 

O rio corre

Indo ao mar

Meu pensamento voa

Até onde estás

 

O rio fica

Unido ao mar

Você e eu

Unidos a sonhar

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Quem sou eu?

Quem sou eu?

 

Como posso

Ser eu

Se não me conheço

 

Tudo que faço

Não ofereço

 

Se recebo

Não agradeço

 

Nesse caso

Desço… desço…

 

Vivo pensando,

Mas até quando?!

 

Preciso parar

e… acordar

 

Descobrir que sou isto

Pra sentir que existo

 

O mundo que é seu

Também é  meu

 

Assim saberei

Sentirei

Quem sou eu.

Sou cego

Sou cego

 

Será cedo ou tarde

Já clareou? Ainda está escuro

Não vejo… Por quê?

Porque estou cego.

Cegueira de olho aberto

Estou certo

Que não vejo ninguém

Só vejo a mim

Esse eu egoísta

– o eu artista –

Orgulhoso, individualista

Abre-te alma!

E, com calma

Veja ao teu lado

A luz que ilumina

A verde campina

E o sol para todos a brilhar

Ser o que sou

Ser o que sou

 

O jeito da vida

É ter alegria

Noite e dia

Sem nada pensar

 

Mas a vida acaba

Sem nos dar nada

Para levar

 

Se esquecermos

Deste  mundo louco

Pararmos um pouco

Para pensar

 

Será que vale a pena

Perder tudo

Ficar mudo

Deixar de falar ?!

Fico acabrunhado

Meditando o passado

Onde deixe de falar

 

Lá se foi o tempo

Voando como vento

Sem nada respeitar

 

Tudo terminou

Nada ficou…

Será que valeu a pena

Ser o que sou?

O rio e eu

O rio e eu

 

Na sombra de uma árvore

Pus-me a pensar

O rio corre

Nunca morre

E chega ao mar

O mar desaparece

E o rio se esquece

Que era um rio

Vai se misturando

No fundo penetrando

Por fim… sumiu

Será que se lembra

Das verde matas

Lindas cascatas

Das pedras a cair?

Que a água cantava

Que a pedra rolava?

O rio foi ao fundo

Deixou o seu mundo

No mar morreu

 

Hoje, meu amor foi embora

– Diz que me esqueceu –

Definho de hora em hora

Rio, você é como eu