Natureza

Natureza

 

Caminhando pelos campos

Pisando as folhas

O sol ardente

Faz bolhas

Nos pés da gente

 

Lindas flores!

Azuis borboletas.

A brisa que passa

Meu corpo abraça

Espalhando o perfume

Dos verdes campos

 

Pétalas rolando

Rio abaixo

E sob as pedras

Rouco coaxar do sapo

 

Vem a noite

Tudo se esfria

 

Ao raiar do dia

O sol aparece

Tudo se aquece

Tudo é poesia

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Rio

Rio

 

Rio correndo pela mata

Levando as folhas para a cascata

 

Levando as águas sem se cansar

Despejando tudo no fundo do mar

 

Leva flor, pau, pedra, pescador a pescar

Tudo se vai para não mais voltar

 

Gigante, poderoso! Nada sente

Correr é trabalho. Ontem, hoje… sempre

A folha esquecida

A folha esquecida

 

Sobre as pedras, a folha caída

Seca pelo tempo e pelo sol

Pede ao vento guarita

Buscando o colorido arrebol

 

O sol a queima sem dó

O tempo tira sua cores

Doe-lhe tanto, tanto estar só

Num mundo cheio de flores

Aonde encontrar as sombras

Que amenizam seu calor?

Onde está a brisa

Que cura esta grande dor?

 

Chora a folha o seu fim:

– Por favor, me diga,

– Não tenha pena de mim.

– Morrendo serei mais viva

 

– Se morta, secarei

– Me tornarei pó

– Unida a outras tantas

– Não estarei só

 

– O vento me levará

– Por este mundo sem fim

– Tudo será esquecido

– Deus cuidará de mim.

Rosas

Rosas

 

A terra dá a vida à raiz

A raiz dá vida ao tronco

O tronco da vida aos galhos

Tudo chegando ao mesmo ponto

Nos galhos brotam as folhas

Em meio às lindas rosas

Brancas, amarelas, vermelhas

Qual será a mais dengosa?

 

Numa rosa pousa a abelha

Noutra a gentil borboleta

Sugam da rosa o mel

Desprezando a violeta

O caracol

O caracol

 

Os pássaros todos felizes

Por verem um novo dia

Voando de galho em galho

Cantavam suave melodia

 

Nas montanhas as pedras brilhavam

Sob os raio do sol que sorria

As formigas trabalhavam

Nas folhas da melancia

 

Mas quem não gostou foi o caracol

Debaixo da pedra, apavorado:

– Tenho que sair depressa daqui

– Ou vou acabar morrendo torrado

 

A minhoca sugeriu:

– Venha pra debaixo do chão

– Aqui a temperatura é amena

– Não há predador, nem vilão

 

Apesar da boa vontade da minhoca

A cova era por demais pequena

Não cabia a casa do caracol

Muito menos a sua antena