Mãe

Mãe

 

Quem é que me ama

Sem nada querer?

– És tu,  mãezinha!

E sempre hás de ser

És para mim

A flor mais bela

A gota de orvalho

Que brilha ao luar

A voz singela

Que a todos ensina

A arte de amar

Nos teus braços

Me sinto menina

És a luz dos meus olhos

És do lar a rainha

És o raio de sol

Que aquece e ilumina

Mãe Querida

Mãe Querida

 

Mãe querida

És minha vida

És todo o meu ser

Com todo carinho

Ensinas o caminho

E me deixa escolher

Tudo perdoa

Não se magoa

Tudo é amor

Tudo esquece

Não se aborrece

Mesmo na dor

 

Mãe, és aquela

Que vê na estrela

Seu filho a brilhar

E mesmo triste

Nunca desiste

Do filho apoiar

 

Deste teu templo

Tu dás exemplo

De como viver

És sempre um guia

De noite, de dia

Ensinando a vencer

Alguns minutos com a autora

Alguns minutos com a autora


Por que você faz poesia?
– Porque, desde pequenina, eu sempre gostei muito de poesia.

 

Uma lembrança boa:
– Tenho saudades de minha mãe e do meu pai.

 

Coisas que gostou de fazer:
– Gostei de ter feito poesia.
– Gostei de ter ido, apesar de pouco tempo, à escola.

 

Coisa que gostaria de ter feito e não fez:
– Gostaria de ter estudado.

 

Aos 93 anos:
– Estou contente porque consegui fazer um livro de poesias. Desejava muito poder distribuir àqueles a quem amo as minhas mensagens.

 

Planos para o futuro:
– Se eu pudesse queria estudar.

 

Aos filhos e netos:
– Quero bem os filhos e netos pois são a minha carne e meu sangue. Eu os amo, principalmente às crianças.

 

Aos irmãos:
– Que eu os amo até que eu tenha vida, e quando for para o céu guardo um lugarzinho para cada um.

 

Aos jovens de hoje:
– Serem bons, estudarem muito e respeitarem os pais.

 

O governo de hoje:
– Briga muito e resolve pouco.

 

Aos poetas:
– Se tiver vontade de fazer poesia, faça! Você se distrai e diverte o outro. É bom!

 

Daqui pra frente:
– Gostaria de trabalhar na igreja e dar catecismo às crianças.

 

Como se sente aos 93 anos:
– Parece que é mentira que eu estou fazendo 93 anos. Sempre acho que tenho menos.
– Não me sinto muito cansada. O desgosto mata, mas eu os tenho poucos. Hoje vivo feliz.