Rio

Rio

 

Rio correndo pela mata

Levando as folhas para a cascata

 

Levando as águas sem se cansar

Despejando tudo no fundo do mar

 

Leva flor, pau, pedra, pescador a pescar

Tudo se vai para não mais voltar

 

Gigante, poderoso! Nada sente

Correr é trabalho. Ontem, hoje… sempre

Anúncios

O rio e eu

O rio e eu

 

Na sombra de uma árvore

Pus-me a pensar

O rio corre

Nunca morre

E chega ao mar

O mar desaparece

E o rio se esquece

Que era um rio

Vai se misturando

No fundo penetrando

Por fim… sumiu

Será que se lembra

Das verde matas

Lindas cascatas

Das pedras a cair?

Que a água cantava

Que a pedra rolava?

O rio foi ao fundo

Deixou o seu mundo

No mar morreu

 

Hoje, meu amor foi embora

– Diz que me esqueceu –

Definho de hora em hora

Rio, você é como eu

Beija-flor

Beija-flor

 

Caminhando pela mata

Ouvindo da cascata

Ao longe, o borbulhar

As borboletas

Brancas e pretas

A esvoaçar

O passarinho

Alegre no ninho

Desfiava o seu cantar

Eis que de repente

Rapidamente

O beija-flor aparece

Altivo guerreiro

Arrebata ligeiro

O mel que o aquece.