Um paraíso

Um paraíso

 

Cristo nasceu

Para alegrar o mundo

Cooperemos com Ele

Dias, horas, segundos

Nos momentos tristes

E nos tristes também

Porque não existe

Vida sem dor

Seja hoje ou amanhã

Iremos para o além

Para encontrarmos

Jesus de Belém

Vivamos o presente

Alegres e contentes

Sempre com sorriso

Assim a Terra será

Um paraíso

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Que seria?

Que seria?

 

Que seria da paz dos caminhos

Ao raiar da aurora suave

Se não fosse a tarefa dos ninhos

Se não fosse o concerto das aves

 

Que seria do sol ardente

Onde a brisa se torna mormaço

Se não fosse a sombra das árvores

E o frescor da neblina no espaço

 

Que seria deste pobre mundo

Se não existisse a luz do amor

Seria loucura. Um abismo profundo

Terra da vingança. Ninho do rancor

A folha esquecida

A folha esquecida

 

Sobre as pedras, a folha caída

Seca pelo tempo e pelo sol

Pede ao vento guarita

Buscando o colorido arrebol

 

O sol a queima sem dó

O tempo tira sua cores

Doe-lhe tanto, tanto estar só

Num mundo cheio de flores

Aonde encontrar as sombras

Que amenizam seu calor?

Onde está a brisa

Que cura esta grande dor?

 

Chora a folha o seu fim:

– Por favor, me diga,

– Não tenha pena de mim.

– Morrendo serei mais viva

 

– Se morta, secarei

– Me tornarei pó

– Unida a outras tantas

– Não estarei só

 

– O vento me levará

– Por este mundo sem fim

– Tudo será esquecido

– Deus cuidará de mim.

Trovas V

Trovas V

 

A felicidade é apenas

É uma visita apressada

Chega e de repente

Parte sem dizer nada

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Não te ofereço rosas

Porque têm espinho

Mas te ofereço amizade

Com muito amor e carinho

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Queria ser o vento

Para em teu ouvido dizer

Passou muito tempo

Sem meus olhos te ver

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Vejo-te em pensamento

A toda hora, a cada segundo

Ninguém segura o pensamento

Ele vai até o fim do mundo

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O rio e eu

O rio e eu

 

Na sombra de uma árvore

Pus-me a pensar

O rio corre

Nunca morre

E chega ao mar

O mar desaparece

E o rio se esquece

Que era um rio

Vai se misturando

No fundo penetrando

Por fim… sumiu

Será que se lembra

Das verde matas

Lindas cascatas

Das pedras a cair?

Que a água cantava

Que a pedra rolava?

O rio foi ao fundo

Deixou o seu mundo

No mar morreu

 

Hoje, meu amor foi embora

– Diz que me esqueceu –

Definho de hora em hora

Rio, você é como eu