Natureza

Natureza

 

Caminhando pelos campos

Pisando as folhas

O sol ardente

Faz bolhas

Nos pés da gente

 

Lindas flores!

Azuis borboletas.

A brisa que passa

Meu corpo abraça

Espalhando o perfume

Dos verdes campos

 

Pétalas rolando

Rio abaixo

E sob as pedras

Rouco coaxar do sapo

 

Vem a noite

Tudo se esfria

 

Ao raiar do dia

O sol aparece

Tudo se aquece

Tudo é poesia

Rio

Rio

 

Rio correndo pela mata

Levando as folhas para a cascata

 

Levando as águas sem se cansar

Despejando tudo no fundo do mar

 

Leva flor, pau, pedra, pescador a pescar

Tudo se vai para não mais voltar

 

Gigante, poderoso! Nada sente

Correr é trabalho. Ontem, hoje… sempre

O rio e eu

O rio e eu

 

Na sombra de uma árvore

Pus-me a pensar

O rio corre

Nunca morre

E chega ao mar

O mar desaparece

E o rio se esquece

Que era um rio

Vai se misturando

No fundo penetrando

Por fim… sumiu

Será que se lembra

Das verde matas

Lindas cascatas

Das pedras a cair?

Que a água cantava

Que a pedra rolava?

O rio foi ao fundo

Deixou o seu mundo

No mar morreu

 

Hoje, meu amor foi embora

– Diz que me esqueceu –

Definho de hora em hora

Rio, você é como eu

Trovas II

Trovas II

 

Quisera ter inspiração

A cada minuto, fazer poesia

Aos que me cercam

Dar alegria

…………………………….

Sapo pulando

A beira do riacho

Peixe nadando

Fica por baixo

…………………………….

Caindo do alto

Me esparramo no asfalto

“cai como luva”

É a chuva!   É a chuva…

…………………………….