Alegre-tristonho

Alegre-tristonho

 

Quem sou

Adivinha

Vou dar uma pista

Nas coisas boas ou más

Estou na lista

 

Eu sou no amor

Uma ilusão

Que reanima

O doce coração

 

Nas coisas da vida

Às vezes sou bom

Em outros casos

Eu não sou não

 

Eu vou até as nuvens

Acaricio a lua a brilhar

Eu contos as estrelas

Danço no fundo do mar

 

Faço você alegre

– às vezes, tristonho –

Sabe quem sou?

Eu sou o sonho!

Canção de ninar

Canção de ninar

 

Boa noite, amor

Sonhe com os anjinhos

Com muitas flores

Nos seus aventaizinhos

E que as nuvens

Brancas e fofinhas

Sejam a tua carinha

Iluminada por estrelinha

E cada estrela seja

Seja um olhinho

De doce anjo

Velando o teu soninho

“de mentirinha”

“de mentirinha”

 

Triste em meu canto

Enxugando meu pranto

Eu encontrei você

Estava feliz

Consolando me diz:

 

– Veja no céu,

querida maninha,

muitas estrelas

grandes… pequenas

nem suas, nem minhas

 

– Dar-te-ia todas

se pudesse pegá-las

estão tão altas

não posso alcançá-las

 

Fechamos os olhos

Fingindo voar

Chegamos até lá

Prometendo voltar já

 

E no avião

Da imaginação

Voltamos depressa

Com estrelas na mão

 

Depois resolvemos

Libertar todinhas

Como é belo sonhar

“de mentirinha”

Estranhamente

Estranhamente

 

Havia um caminho

Num campo aberto

Todo coberto

de tons coloridos

Cor… cor..

 

Estranhamente me sentia

Inebriado de triste-alegria

Ao contemplar as nuvens

Pareciam penugens

Cores… cores…

Estranhamente para mim

Parecia um jardim

Jardim perfumado

E, ao meu lado

Flores… flores…

Estranhamente cantava o pássaro

Aliviando meu cansaço

Mas tua lembrança me maltratava

Meu coração magoado chorava

Dor… dor…

 

Como todo sonhador

Escondi no peito essa dor

Cantei chorosa melodia

Encontrei novamente a harmonia

Amor… amor…