Amanheceu

Amanheceu

 

A noite chegava

Toda estrelada

Era o fim do dia!

 

As gotas de orvalho

Caindo do galho

Na noite fria!

 

Tudo era mudo

Da coruja o soluço

Era só o que se ouvia

 

O silêncio da noite

Como um açoite

Era só melancolia

 

O vento soprava

Assobiava… assobiava

E eu sofria

 

Tudo passou

A noite findou

Um raiozinho aparecia

 

O sol veio em algazarra

E o canto da cigarra

Alegrou o meu dia

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Ser o que sou

Ser o que sou

 

O jeito da vida

É ter alegria

Noite e dia

Sem nada pensar

 

Mas a vida acaba

Sem nos dar nada

Para levar

 

Se esquecermos

Deste  mundo louco

Pararmos um pouco

Para pensar

 

Será que vale a pena

Perder tudo

Ficar mudo

Deixar de falar ?!

Fico acabrunhado

Meditando o passado

Onde deixe de falar

 

Lá se foi o tempo

Voando como vento

Sem nada respeitar

 

Tudo terminou

Nada ficou…

Será que valeu a pena

Ser o que sou?

Força

Força

 

Uma florzinha

Tão pequenina!

 

Sozinha nasceu

Era um charco

Cheio de buraco

A florzinha morreu

 

Outras nasceram

Unidas cresceram

 

No mesmo lugar

Resistindo ao tempo

Juntas ao vento

Conseguiram ficar

 

Ali floresceram

Perfumaram o lugar

 

Assim aprendemos

Que devemos lutar

Juntos com coragem

Como fim de viagem

Conseguiremos chegar!

Nem a mim… nem a você

Nem a mim… nem a você

 

Passo a passo

Deixando rastro

Em longo caminho

Andando sozinho

Sempre pensando

Chegar quando?

Onde chegar.

Vivo a contar

Os minutos da vida

A hora perdida

Sem nada fazer

Nem a mim

Nem a você

 

O caminho a findar

Lá se foi o tempo

Espalhado ao vento

Num pestanejar

Assim termina

Os passos da vida

Sem se perceber

Sem nada fazer

Nem a mim… nem a você