Alegre-tristonho

Alegre-tristonho

 

Quem sou

Adivinha

Vou dar uma pista

Nas coisas boas ou más

Estou na lista

 

Eu sou no amor

Uma ilusão

Que reanima

O doce coração

 

Nas coisas da vida

Às vezes sou bom

Em outros casos

Eu não sou não

 

Eu vou até as nuvens

Acaricio a lua a brilhar

Eu contos as estrelas

Danço no fundo do mar

 

Faço você alegre

– às vezes, tristonho –

Sabe quem sou?

Eu sou o sonho!

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Trovas VI

Trovas VI

 

Os grilos cantam

Os sapos coaxam

Numa música só

A coruja pia

E o gato mia

De fazer dó

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sem criança

não haveria

nem esperança

nem poesia

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Oito anos

Que simplicidade

Que flor perfeita

Que bela idade

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Abelha de flor em flor

Formiga de galho em galho

Atentas, muito contentes

Realizam os seus trabalhos

……………………………………………….

Sonho puro

Suave doçura

Nuvens brancas

Lírio de candura

Canção de ninar

Canção de ninar

 

Boa noite, amor

Sonhe com os anjinhos

Com muitas flores

Nos seus aventaizinhos

E que as nuvens

Brancas e fofinhas

Sejam a tua carinha

Iluminada por estrelinha

E cada estrela seja

Seja um olhinho

De doce anjo

Velando o teu soninho

Deus

Deus

 

Lá no infinito

Um Ser nos olha

Entre as nuvens

E nos chama

– Meu filho, estou aqui

Perto de ti

As estrelas

São os meus olhos

A brisa

É minha canção de ninar

O crepúsculo

É meu sorriso de amigo

O amanhecer

É minha mão a te acordar

Estranhamente

Estranhamente

 

Havia um caminho

Num campo aberto

Todo coberto

de tons coloridos

Cor… cor..

 

Estranhamente me sentia

Inebriado de triste-alegria

Ao contemplar as nuvens

Pareciam penugens

Cores… cores…

Estranhamente para mim

Parecia um jardim

Jardim perfumado

E, ao meu lado

Flores… flores…

Estranhamente cantava o pássaro

Aliviando meu cansaço

Mas tua lembrança me maltratava

Meu coração magoado chorava

Dor… dor…

 

Como todo sonhador

Escondi no peito essa dor

Cantei chorosa melodia

Encontrei novamente a harmonia

Amor… amor…

Eu quero…

Eu quero…

 

E… de repente

Vi entre as nuvens

Estrelas… estrelas…

Grandes, pequenas, coloridas

Todas tão belas!

 

Eu quero

Que cada estrela

Seja um anjo

– um anjinho –

Protegendo sempre

O seu o meu caminho

 

Eu quero

Que o seu e o meu coração

Sejam fartos e sinceros

Para alcançar

O que você  quer

O que eu quero

 

E, em particular espero

Muito em breve, conseguir

Que em todo mundo, as crianças

Vivam a sorrir

Realizando  suas esperanças

Um coração a pulsar

Um coração a pulsar

 

Fui ao céu

Às nuvens, à lua

Estrelas olhavam-se

Pareciam dizer o que sentiam…

São belas!

Senti amor

– mas não o meu amor –

Amor dos vales, das serras

Voltei à Terra

Avistei uma árvore

Em sua sombra

Descansavam três corações

Um pequenino

Outro tamanho normal

O terceiro já envelhecido

Todos de amor igual

Num coração a pulsar

 

Descansei…

 

Busquei amores

Fizemos um pacto

Um único coração,

Amores: quatro

– Amor da flores

– Amor da terra

– Amor do infinito

– Amor do mar

Então descobri

Que apesar de tudo que vi

Dos amores a  grandeza

Não se iguala à beleza

De um único coração a pulsar